domingo, 28 de novembro de 2010

A Vigésima Oitava Inteligência da Cabala - Inteligência Natural - O caminho da estabilidade

Interpretação da cabala: É por este caminho, é usando esta inteligência que chega à perfeição a natureza de tudo que existe na orbe do sol.
"A luta do cacau tornou-me um romancista"
(Jorge Amado)


A visão associada a esta inteligência é aquela que leva a compreender que o resultado é tão somente o cadáver, o todo sem vida - que a tendência, que ainda carece de efetivação - deixou atrás de si (Hegel). Ou seja nada está pronto, e como diz José Saramago o destino hesita muitíssimo antes de se decidir.


Por este motivo, hoje dia 28/11/2010, vendo a prisão desses jovens do Morro do Alemão, que ingressaram na carreira do crime, devo dizer que chorei, não o resultado que é o todo sem vida. Se é um criminoso, tem que ser isolado da sociedade. Chorei sim, pelo processo, cuja tendência há muitos anos atrás, carecia de efetividade. Provavelmente o destino hesitou muitíssimo em muitas esquinas, que foram dobradas, deixando para trás histórias, sonhos...Sócrates dizia que ninguém tem por propósito de vida a infelicidade.


Mas a Vigésima Oitava Inteligência é a capacidade de lutar por uma vida melhor; é a inteligência que faz com o que o homem seja o que veio para ser, significando com isso que há uma heterogênese do humano a cada momento....para o bem ou para o mal. Tomara (e isto é uma oração) que possamos, usando a vigésima oitava inteligência, aplicar lealdade de propósitos em nosssas instituições, nas relações interpessoais, no poder disciplinar, para que o vigésimo oitavo caminho aflore em toda a sua beleza entre homens e mulheres, fazendo chegar à perfeição tudo o que existe na orbe do sol.


(Uma interpretação da Vigésima Oitava Inteligência da Cabala conforme publicada no Livro "Reengenharia do Espírito - Estilos de Administração Empresarial para a Nova Era" da Record/Nova Era, de minha autoria).

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A Vigésima Nona Inteligência da Cabala - Inteligência Corporal

Interpretação da cabala: É a Inteligência que forma o corpo de tudo que está corporificado no mundo, pois todas as Inteligências são do mundo e ao mesmo tempo individuais. A Inteligência Corporal existe em sociedade e no indivíduo para lembrar que não devemos dizer:
___Olha que coisa horrível, eles!
O certo é que não há nós e eles. O certo é que a Inteligência Corporal conclama a conceber o mundo, pensando:
____Olha que coisa, nós!


Simboliza a atuação conjunta e a responsabilidade de cada um. Ao final se não estamos satisfeitos com o corpo social que produzimos em sociedade é porque juntos não fizemos a nossa parte.


A Inteligência Corporal nos conclama a entender que o resultado é uma obra de todos e de cada um especificamente. Portanto se algo deu errado a Inteligência Corporal pergunta: Onde você falhou? Onde o grupo não conseguiu realizar seu trabalho conjunto? O que você deve mudar em você? Como deve participar no grupo para melhorar os resultados, daqui para frente?


A Inteligência Corporal é a Inteligência da Responsabilidade e quando o indivíduo não se responsabiliza pela sua parte no projeto coletivo, a vida torna-se a arte dos desencontros e quando isto acontece as pessoas e projetos se perdem em meio a um emaranhado de propostas que não espelham a unidade do grupo, diluindo a grande responsabilidade de todos e de cada um no ato de fazer e refazer o mundo.


(Uma interpretação da Vigésima Nona inteligência da Cabala conforme publicada no Livro "Reengenharia do Espírito - Estilos de Administração Empresarial para a Nova Era" da Record/Nova Era, de minha autoria).

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A Trigésima Inteligência da Cabala - Inteligência do seu nome ou Inteligência Coletiva

Caro leitor,


Faça uma meditação sobre a Inteligência do Seu Nome ou Inteligência Coletiva:


Alguns poucos Mestres afirmam que esta Inteligência é a do Caminho da Serpente Evolutiva, o que denota nossa capacidade de dar o salto às estrelas e resolver com criatividade os conflitos e questões da vida.Os nomes são de A a Z e você tem um papel muito importante na criação da vida e é um profundo mistério descobrir o impacto que você causa na história de cada pessoa que passa por você. Então...Apenas viva a sua vida e perceba que seu nome ecoa no universo e que é grande a sua responsabilidade em mantê-lo em relação com tudo. Aqui a carta do Tarot é "O Sol" que remete à irmandade, solidariedade, amor, luz, calor humano. Deixe que seu nome faça diferença e quando sentir que é difícil fazê-lo, feche a porta e saia, pois a hora muda e amanhã é outro dia.


Se precisar de aplicar lógica aos eventos que estão se sucedendo ao seu redor ou se precisar de clareza para entender uma situação ou mesmo de assertividade para participar de uma reunião, use a Inteligêcia do Seu Nome ou Coletiva, que é a Inteligência de A a Z, num espectro de cores e luzes que têm o dom da semelhança com a Espiritualidade mais elevada.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A Trigésima Primeira Inteligência da Cabala - Inteligência Coletiva - também chamada de Inteligência Perpétua

O caminho da 31ª. Inteligência é o caminho da unidade e não importa quais as dificuldades ou crises, a unidade não se perde. Por este motivo é chamada de Inteligência Coletiva porque atua em meio a todos e é chamada de Inteligência Perpétua, porque não se extingue, não se esgota e se renova sempre, perpetuamente. Representa o trabalho significativo e o respeito mútuo, o empenho, a dedicação, a disciplina e o compartilhamento de idéias. Ensine e aprenda com delicadeza. Seja gentil e assertiva(o), pois tornando o trabalho significativo você alcança autonomia, sorte, riqueza e abundância. Leve luz, paz e ética para o seu trabalho, para o seu grupo e para a sociedade. Dê significado ao seu trabalho, pois você é a essência da criação, o começo e o fim de tudo na roda da fortuna da vida.


CARTA DE TAROT ASSOCIADA À 31a. INTELIGÊNCIA - INTELIGÊNCIA PERPÉTUA OU COLETIVA


A carta associada é a carta 20 de "O julgamento" que significa criatividade, trabalho de grupo, discernimento, capacidade de dar novos significados a tudo. Simboliza a cultura como obra das mãos de um grupo que vive as mesmas experiências e onde cada um interfere e muda a biografia do outro, pela vivência conjunta, pela vida em comum. Chama a atenção para a nossa responsabilidade com o outro. É preciso perceber as mudanças todos os dias, para que possamos atuar de forma criativa, corrigindo, incentivando, participando, pois não se faz nada sozinha(o). Mesmo quando pensamos que ninguém nunca nos ajudou, alguém fez a nossa roupa, a casa em que vivemos, fez os sapatos que usamos, alguém pavimentou as ruas por onde passamos, enfim....é preciso um novo julgamento a cada dia, sobre a nossa responsabilidade do que é viver em grupo. A carta 20 simboliza a nova mente novamente, numa espiral evolutiva sem fim. A carta 20 se associa ao acaso porque renovamos diariamente a vida de muitas pessoas, que passam por nós e nem percebemos o quanto o acaso colora as vidas. Através das nossas atitudes, comportamentos, palavras, práticas, julgamentos interferimos nos caminhos de outras pessoas, mudando as suas trajetórias.



UMA HISTÓRIA PARA ENTENDER A 31A. INTELIGÊNCIA - A INTELIGÊNCIA PERPÉTUA OU COLETIVA

A ILUSÃO, O SAPATEIRO E A DANÇA
Certa vez o Certa vez o Rabi Yakov sentou-se à porta do mercado e esperava os seus discípulos. Enquanto esperava, reparou no centro da praça, ainda vazio e as pessoas que entravam e saíam do mercado. Olhou seus rostos, uns alegres e outros crispados, olhou o céu e a terra, para buscar desvelar a distância entre o sagrado e o profano e viu o arco-íris, símbolo de aliança, de distância e de diversidade.
Demorou-se ainda algum tempo esperando, até que muitos foram chegando e juntos dirigiram-se à gruta.
Antes de começarem as aulas, eles fizeram um círculo e dançaram. Quando pararam, Blandina, uma das discípulas perguntou:
___Rabi, quando um de nós não puder mais participar da dança, o que acontecerá?
Diante da indagação, o Rabi Yakov olhou mais uma vez o arco-íris e após o silêncio necessário a todas as respostas, disse:
___ Mas o que significa a dança? Significa a união, o compartilhamento. Significa o silêncio e o diálogo, significa que quando o companheiro já não pode mais andar, alguém deve dar o primeiro passo na dança, quando não puder falar, que o amigo fale por ele, quando não puder mais cantar, que o amigo cante por ele, quando não puder mais rezar, que alguém reze por ele. Neste dia, tomando-o ao colo, deve fazer da dança o momento de partilha, de colaboração e de solidariedade, não deixando de fora nenhum dos convidados. Fazendo assim, não permite que o amigo fique no erro.
Todos ficaram em silèncio e o Rabi Yakov, contou uma história.
Era uma vez uma cidade muito distante que ficava em um lugar inacessível. Diziam que todos que ali morassem teriam sabedoria e viveriam com muita alegria., juntos. Diziam que a cidade era um lugar de amor, paz, fartura e respeito. Para se chegar à cidade, era necessário passar por um caminho muito difícil cheio de buracos e elevações, o que tornava muito perigosa a subida. Muitos machucavam-se e desistiam no meio do caminho. Outros poucos chegavam, mas a cidade era rodeada por um muro com um grande portão de ferro com um ferrolho de bronze. Em torno do muro, por dentro e por fora havia um enorme abismo cheio de víboras venenosas. Para entrar, o viajante tinha que bater à porta. Aqueles que chegavam batiam e batiam, e contam que alguns viajantes conseguiam que a porta se abrisse.
Certa vez um homem e uma mulher começaram a trilhar o caminho e eles queriam alcançar o resultado do seu esforço e morar na cidade. Quando chegaram no caminho que levava à cidade oculta, eles olharam atentamente tudo, foram reconhecendo cada pedaço da extensão de tudo, até aonde a vista alcançava. Olharam o céu, a terra, as árvores, os buracos, as elevações, os pássaros, olharam um para o outro e olharam para si mesmos. Tudo para encontrar uma forma de juntar, de dar sinergia a todos estes elementos que separadamente não tinham a força de que precisavam.
Resolveram seguir de dia e dormir à noite ao abrigo de alguma árvore.
Iniciaram a jornada e viram que o caminho era cheio de espinhos, de plantações cerradas que impediam a vista e também de buracos e elevações nas quais os viajantes caíam e se machucavam, tendo que retornar ao início, para cuidarem das feridas. Alguns voltavam a percorrer o caminho para chegar à cidade de seus sonhos, mas logo depois não suportavam as condições adversas e caiam vencidos pelo esforço inútil, que os fazia voltar e voltar e voltar....
O homem e a mulher resolveram então trabalhar, enquanto caminhavam de dia e foram cortando os cipós, a plantação venenosa do caminho e foram aplainando as elevações cuja terra era colocada nos buracos. De tal forma trabalharam, que foi se formando um caminho serpenteado, bonito de se olhar, que se estedia até onde a vista alcançava.
Trabalharam por muito tempo e chegaram ao pé de uma colina onde no alto ficava a cidade. Ali começaram a fazer as escadas, serpenteadas como o caminho, mas que levavam com firmeza à porta da cidade.
Quando acabaram de fazer as escadas e subir o último degrau, a terra remexida deixou à mostra uma engrenagem, que, com certeza, há muitos séculos permanecia oculta. Eles, com muito cuidado e delicadeza tocaram na engrenagem com o seu instrumento de trabalho. Neste momento a muralha que cercava a cidade começou a desmoronar e cair no abismo que havia ao redor do muro, por dentro e por fora. Ao cair a última pedra, o abismo se fechou, a nuvem de poeira sumiu e eles puderam ver a cidade, com crianças, velhos, mulheres e homens que correram para eles e os abraçaram. Na verdade não era uma cidade dos sonhos, era uma prisão, de onde só poderiam sair pelo esforço do outro. Foi assim que todos voltaram para suas casas e nunca mais ninguém ficou preso naquele lugar.
Ao terminar de contar a estória, o Rabi Yakov fez uma pausa convidando com o olhar que os discípulos iniciassem o diálogo, para que pudessem aprender. Uma mulher que usava um véu cobrindo-lhe a cabeça perguntou: Como poderíamos resumir a estória em poucas palavras? Qual o ensinamento que podemos hoje acrescentar a nossa vida?
O Rabi Yakov não respondeu e como a chuva ainda caía forte e as condições ainda eram precárias, contou uma outra história.
Era uma vez um homem que sempre ia buscar água na fonte com um cântaro e que era um sapateiro. Quando voltava com o seu cântaro cheio de água, ia para oficina e fazia lindos sapatos, de todos os tipos e tamanhos. Seus sapatos eram conhecidos em muitos lugares porque eram feitos com muita perfeição.
Até para vendê-los ele procurava fazer algo diferente. Sempre que um modelo novo era reproduzido, ele pegava um par, às vezes dois, dependia da quantidade produzida, e ao invés de ir direto par casa, ia pelas redondezas da cidade olhando a tudo e deixava os sapatos em algum lugar do caminho.
Um dia os aprendizes da fábrica ficaram curiosos e o seguiram e voltaram sem entender, pois ele deixou os sapatos na estrada, ao pé de uma comunidade muito pobre e voltou para casa. No dia seguinte perguntaram a ele porque fazia daquela forma e ele respondeu:
____É que faço meu trabalho de sapateiro com fé e a fé é um caminho, que precisa ser compartilhado por muitos. Então inventei esta forma, e sempre que faço um sapato, eu penso em quem paga para usar e no sapato que vou dar, para que digam do fundo do coração:
_____Abençoado o sapateiro que fez estes sapatos!
Assim fazendo acrescento valor ao meu trabalho, tenho testemunhas do que faço e só então eu me dirijo ao templo e apresento os meus pedidos a Deus.
Ao terminar a história, a chuva também tinha passado e todos se levantaram e saíram conversando. De um a um, os discípulos foram saindo da gruta, levando consigo a idéia do trabalho colaborativo, que faz nascer a inteligência coletiva (31ª. Inteligência)..
O Rabi porém, ficou e em silêncio e demorou-se a sair. Sem pressa, olhou a gruta, o chão, o teto, viu os discípulos, abstraiu a tudo e pode ver a gruta em cada oficina e em cada escola; a oficina e a escola em cada templo; cada templo em cada homem e cada mulher e cada um dentro da vida, todos trabalhando juntos em prol de todos.
Fechou os olhos para cochilar um pouco, um cochilo rápido, porque ele sabia que ainda tinha muito o que fazer e ainda não havia chegado o sétimo dia. (Esta história foi escrita por mim, especialmente para os meus leitores do blog).